Buscar
  • NeoWater

Segurança hídrica: o que é e como ter em sua empresa

Segurança hídrica se refere à disponibilidade de água, em qualidade e quantidade suficientes para satisfazer a sociedade, as atividades econômicas e a conservação de ecossistemas. Saiba como gerenciar os riscos e ter mais segurança hídrica


Segurança hídrica é sobre garantir a disponibilidade de água de qualidade para satisfazer as necessidades humanas, as atividades econômicas e o meio ambiente

Segurança hídrica é um conceito que se refere à disponibilidade de água, em qualidade e quantidade suficientes para satisfazer as necessidades humanas, as atividades econômicas e a conservação de ecossistemas.


Por esse motivo, o termo é frequentemente usado para significar um conjunto de práticas voltadas para a redução de riscos relacionados à falta de água e à má gestão desse recurso, desde escassez até inundações.


Entenda o que é segurança hídrica e qual a sua importância para a sociedade, e confira práticas de segurança hídrica que você pode implementar em seu negócio:


O que é segurança hídrica?


De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), segurança hídrica tem a ver com “assegurar o acesso sustentável à água de qualidade, em quantidade adequada à manutenção dos meios de vida, do bem-estar humano e do desenvolvimento socioeconômico”.


Ou seja, existe segurança hídrica quando há disponibilidade de água em quantidade e qualidade suficientes para toda a sociedade utilizar e para os negócios crescerem, sem que isso afete os ecossistemas aquáticos.


Dimensões da segurança hídrica de acordo com a ONU e o Plano Nacional de Segurança Hídrica

Além disso, o conceito implica que o acesso à água vem acompanhado de um nível aceitável de riscos hídricos, como secas e inundações.


A avaliação da segurança hídrica envolve entender a disponibilidade desse recurso natural em diferentes regiões do mundo, bem como os diferentes riscos envolvidos com a má gestão da água nestes locais.


Por exemplo, a mudança climática, a poluição de rios e lagos, o desmatamento (que afeta o regime de chuvas), a urbanização, a construção de barragens, o aumento populacional e o crescimento econômico desordenado são alguns dos riscos hídricos que o Brasil enfrenta.


No caso do crescimento econômico desordenado, ele aumenta a demanda de água e as chances de eventos como escassez e secas extremas.


Para tentar gerenciar esses riscos e garantir o acesso à água de qualidade para todos, incluindo as indústrias, o Brasil criou em 2019 o Plano Nacional de Segurança Hídrica.



Plano Nacional de Segurança Hídrica: o que é?


O Plano Nacional busca um cenário ideal de segurança hídrica, com infraestrutura planejada, dimensionada, implantada e gerida adequadamente a fim de manter um equilíbrio entre a oferta e a demanda de água e a controlar situações de risco, como a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.


O programa foi criado pela ANA (Agência Nacional de Águas) e pelo Ministério de Desenvolvimento Regional como resposta às crises hídricas que afetaram o país recentemente, principalmente entre os anos de 2012 e 2017.


Essas crises foram resultado de vários fatores combinados, como uso e ocupação desordenados do solo, aumento progressivo da demanda de água, deficiência em investimentos em infraestrutura hídrica e falta de chuvas.


Segundo projeções da agência, a demanda hídrica de diversos setores, incluindo a população e as atividades econômicas, pode alcançar cerca de 2.600 m³/s em 2030, o que representa um aumento de 200% em relação à situação atual, e de quase 2.000% em 100 anos (em relação à demanda estimada de 1931).


Tal aumento deve gerar novas crises. Apesar de o Brasil ter as maiores reservas de água do mundo, também possui uma distribuição altamente desigual ao longo do território, além de má gestão.


Por exemplo, cerca de 80% de toda água disponível no país se encontra na Região Hidrográfica Amazônica, onde vive apenas cerca de 9,2% da população brasileira. Por outro lado, a Região Hidrográfica Sudeste abriga aproximadamente 47,6% da população brasileira e dispõe de apenas 1,7% de toda água nacional.



Para piorar a situação, entre as áreas de infraestrutura no Brasil, o setor de saneamento é o que apresenta o maior déficit histórico em investimentos. Por exemplo, quase metade da população nacional ainda não tem tratamento de esgoto, e cerca de 17% não conta sequer com abastecimento de água.


Esse quadro, somado a perdas no abastecimento e má qualidade, compromete os ecossistemas, a saúde da população e o desenvolvimento econômico.


A proposta da ANA é uma tentativa de fechar essa lacuna, ou seja, de finalmente ter um planejamento e uma gestão de riscos nessa área, com base em uma metodologia eficaz que leve em conta os melhores investimentos e soluções para cada caso.


Sendo assim, o Plano Nacional de Segurança Hídrica estabelece diversas medidas a serem cumpridas até 2035, variando de acordo com a região e divididas em três categorias: estudos e projetos, obras e institucional.


Uma dessas medidas, por exemplo, é a maior fiscalização para a construção de barragens a fim de evitar acidentes socioambientais. É possível conferir todas elas neste documento criado pela ANA.


Principais práticas de segurança hídrica para empresas


A falta de água e sua baixa qualidade causam muitos prejuízos às indústrias. Por isso, é de extrema importância que as empresas saibam utilizar esse recurso de maneira eficiente e sustentável.


Embora o plano governamental seja essencial, as indústrias, como grandes consumidoras de água, podem e devem realizar ações que levem a uma maior segurança hídrica, de seu negócio e do país como um todo. Confira três delas:


Reuso


O reuso de água, através de captação de água da chuva e principalmente do tratamento de efluentes, pode contribuir para a segurança hídrica de várias formas.


Uma delas é evitando o desperdício de água potável e diminuindo o consumo de água das empresas. No caso dos efluentes tratados, também evita o lançamento de resíduos na natureza e a poluição de rios e lagos.


De acordo com um estudo do CNI, o reuso de águas cinzas é capaz de proteger as indústrias de eventos de escassez. Também pode ajudá-las a economizar até 40% de água.


Investimento em tecnologias sustentáveis


Diversas tecnologias possibilitam um monitoramento constante do abastecimento e do tratamento de água.


Esse monitoramento é útil para medir o consumo, identificar pontos de desperdício ou vazamento, evitar falhas e gerar relatórios com dados históricos a fim de otimizar a produção e o uso de água.


O sistema de telemetria baseado em IoT (Internet das Coisas) é uma dessas tecnologias com grande potencial de aumentar a sustentabilidade e gerar economia de água em empresas.


Gestão sustentável de recursos hídricos


É importante que seu negócio tenha uma gestão sustentável de recursos hídricos. Isso significa, entre outras coisas, fazer um balanço hídrico regular, implementar práticas de economia e eficiência hídrica e monitorar possíveis eventos e corpos hídricos críticos para seu negócio.


O balanço hídrico mostra quanta água sua empresa consome e onde. Assim, você pode identificar pontos ou processos nos quais pode diminuir ou otimizar o uso de água. Essa avaliação – bem como as tomadas de decisões - podem ser feitas com a ajuda do monitoramento via IoT, por exemplo.


Também é importante se informar dos riscos hídricos de sua região, como a situação dos rios, lagos e/ou reservas subterrâneas dos quais a água que você utiliza é captada, ou o risco de escassez por conta do regime de chuvas, por exemplo.


Se munir de dados e conhecimento é um passo essencial para ter um bom planejamento de uso e armazenamento de água, bem como para direcionar os seus investimentos nesta área.


Você está em busca de segurança hídrica para seu negócio?


Se o seu negócio utiliza grandes quantidades de água, você provavelmente tem a preocupação de ficar sem esse recurso essencial.


Infelizmente, o planejamento de segurança hídrica para empresas e indústrias não é tão simples e com frequência exige conhecimentos técnicos e grandes investimentos.


Uma solução inovadora para esse problema é o modelo de negócios WAAS (“Water as a Service”), operado pela concessionária de saneamento particular NeoWater.


O WAAS é ideal para empreendimentos que querem gerenciar seus riscos hídricos e economizar na conta de água.


Nessa modalidade, a NeoWater projeta, implementa, opera e mantém diferentes soluções personalizadas para sua empresa, com investimentos próprios.


Essas soluções podem incluir desde poços artesianos e captação de água da chuva até estações de tratamento de água e efluentes, reuso, monitoramento do abastecimento via IoT e outras ferramentas de gestão hídrica inteligente.


O objetivo é tornar o seu negócio autossuficiente em água, com sustentabilidade e economia na conta, ou seja, pagando menos do que o valor atual de sua conta de água.


Quer saber mais sobre o WAAS? Entre em contato conosco! Será um prazer ajudá-lo a ter mais segurança hídrica e crescer o seu negócio com sustentabilidade.