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Brasil desperdiça o equivalente a 7.800 piscinas olímpicas de água por dia

De acordo com o relatório mais recente do Instituto Trata Brasil, as perdas físicas que ocorrem no abastecimento são suficientes para abastecer cerca de 66 milhões de brasileiros em um ano., quase o dobro do número de habitantes atualmente sem acesso à água potável


Perdas de água no Brasil são suficientes para abastecer cerca de 66 milhões de pessoas

Segundo o novo relatório do Instituto Trata Brasil, feito em parceria com a GO Associados, o Brasil perde cerca de 40,9% da água distribuída pela rede de abastecimento do país.


Os dados analisados foram coletados pelo SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), e são do quinquênio mais recente (2016-2020).


Para se ter uma noção, o volume total de água não faturada em 2020 (cerca de 7,2 bilhões de m³) é equivalente a mais de 7.800 piscinas olímpicas de água desperdiçadas diariamente – o equivalente a sete vezes o volume do Sistema Cantareira perdidos em um ano.


Se considerarmos apenas as perdas físicas - mais de 3,7 bilhões de m³ -, o volume extraviado é suficiente para abastecer aproximadamente 66 milhões de brasileiros em um ano.


Essa quantidade corresponde a quase o dobro do número de habitantes sem acesso ao abastecimento de água no mesmo período, estimada em torno de 33 milhões.


Confira os principais dados levantados pelo estudo sobre o estado do abastecimento de água no país, e conheça o impacto financeiro de algumas das medidas que podem ser tomadas para reverter a situação:


Índice de perda de água e eficiência do serviço de abastecimento


No processo de abastecimento de água, perdas podem ocorrer por diversas causas, como vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.


Esses desperdícios impactam negativamente ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas, onerando o sistema como um todo e afetando todos os usuários.



Por conta disso, o nível de perda de água de um sistema de abastecimento é um índice relevante para medir a eficiência deste serviço, seja em planejamento, distribuição, manutenção ou investimentos.


Embora não seja possível, para uma rede de distribuição pública, eliminar totalmente as perdas, existe um limite inferior a ser trabalhado – e o novo relatório mostra que o Brasil ainda está muito longe de alcançá-lo.


De acordo com o estudo, a situação é ainda mais preocupante porque a maior parte das concessionárias não mede suas perdas de água de maneira consistente.


Os dados mais recentes disponíveis no SNIS indicam que, de maneira geral, poucos esforços foram feitos para diminuir o desperdício: os índices observados ao final do período foram superiores aos do quinquênio anterior, além de apresentarem tendência de crescimento.


Brasil versus outros países


Em comparação com outros países, o percentual médio de perda de água do Brasil é bastante alto – fica em torno de 40,89%, acima de locais como Uganda (37,68%) e Etiópia (29,06%), por exemplo.


No geral, nos encontramos distantes tanto de países desenvolvidos quanto de colegas em desenvolvimento. Obtivemos a 42ª posição no ranking das 45 nações analisadas, ficando atrás da China (dados de 2012), da Rússia (dados de 2020) e da África do Sul (dados de 2017), estando à frente somente da Índia (dados de 2009) em duas posições.


O Brasil também fica em sexto dentre as dez localidades latino-americanas analisadas, encontrando-se mais próximo do último colocado (Uruguai, com 51%) do que do primeiro (Bolívia, com 27%) em termos do índice de perdas.


Perda de água nas diferentes regiões brasileiras


Os níveis de eficiência do abastecimento de água variam de acordo com a região do país, sendo a Norte e a Nordeste as mais carentes. Essas regiões também são as que possuem os piores indicadores de atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto.

O estado com menos perdas é Goiás, com 27,66%. Na outra ponta temos o Amapá, com 74,56%. Entre eles, temos estados como Paraná (33,98%), São Paulo (34,39%), Minas Gerais (37,52%) e Rio de Janeiro (46,71%).


De qualquer forma, todas as regiões se encontram fora do padrão de excelência no que diz respeito à média de perda de água por ligação - a região Centro-Oeste é a que chega mais perto do índice ideal, de até 216 L/ligação/dia. O pior desempenho é o da região Norte, com quase o triplo do nível ótimo .

É importante ressaltar que, ao longo do período analisado, ou seja, 2016-2020, não houve nenhuma evolução significativa nos indicadores de perdas sob a perspectiva regional. Pelo contrário, a tendência é de estagnação.

No caso das perdas no faturamento, a região Sul foi a que mais apresentou piora entre 2016 e 2020, com aumento de 5,46 pontos percentuais, enquanto uma melhora de 2,29 pontos percentuais foi constatada na região Centro-Oeste no mesmo intervalo de tempo.


Já no indicador de perdas na distribuição, a região que apresentou mais piora nos últimos cinco anos foi a Norte, com aumento de 3,90 pontos percentuais. Novamente, o destaque positivo fica com a região Centro-Oeste, com redução de 0,81 ponto percentual no mesmo quinquênio.



Dados dos 100 maiores municípios brasileiros


Os níveis de perdas no faturamento e na distribuição dos 100 maiores municípios do Brasil são, em média, inferiores aos índices nacionais. O indicador médio da amostra é de 36,32% - os pontos de máximo e mínimo correspondem, respectivamente, a Porto Velho-RO, com 84,01%, e Nova Iguaçu-RJ, com 6,05%.


Já o índice de perdas por ligação é bem pior: média de 457,81 L/ligação/dia. Contudo, há uma possível explicação para isso: os municípios mais populosos possuem, em geral, abastecimento de água superior à média nacional, de forma que é razoável que suas perdas volumétricas sejam maiores.


De qualquer forma, dos 100 municípios considerados, apenas dois possuem um indicador de desperdício menor ou igual a 15%. Dos 25 que se encontram na faixa imediatamente superior, nove apresentam índices inferiores a 25%, valor considerado como limite para o padrão de excelência.


Ou seja, pouco mais de 10% da amostra (11 municípios) atingem níveis ótimos de perdas. Por outro lado, quase 40% da amostra (39 municípios) possui valores superiores a 45%, de forma que há um grande potencial de redução nesses municípios e, consequentemente, do aumento da disponibilidade hídrica para os usuários e de ganhos financeiros para os operadores.


Vale apontar ainda que somente 8% dos 100 municípios mais populosos do Brasil atendem ambas as metas estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional para perdas na distribuição (de até 25%) e para perdas volumétricas (de até 216L/ligação/dia).



Em números: o que temos a ganhar ao combater o desperdício?


Para estimar o ganho líquido de um programa de redução de perdas ao longo do tempo, o relatório primeiro estimou os investimentos necessários para realizar ações como caça-vazamentos, troca de tubulações, de conexões e de hidrômetros e combate a fraudes, entre outras.


A premissa utilizada foi a de que o custo do programa corresponde a cerca de 50% do seu benefício. Ou seja, para um benefício de R$ 10 bilhões, o custo será de R$ 5 bilhões, e o ganho líquido de R$ 5 bilhões.


Na prática, no entanto, essa relação dependerá bastante do tipo de investimento realizado (redução de perda física, redução de perda comercial), do estágio das perdas em cada município e das próprias características de cada sistema de abastecimento.


Mesmo não admitindo uma eliminação total das perdas, e sim uma redução dos atuais 40,9% para até 25%, o volume economizado seria da ordem de 2,3 bilhões de m³.


Utilizando-se o mesmo consumo individual médio nacional estimado, isso equivale ao uso de aproximadamente 40,4 milhões de brasileiros em um ano, ou seja, 20% mais do que o necessário para cobrir o número de habitantes sem acesso ao abastecimento de água em 2020.


Em outras palavras, existe um potencial de ganhos brutos de R$ 53,6 bilhões até 2034. Caso sejam considerados os investimentos necessários para a redução de perdas, o benefício líquido gerado seria da ordem de R$ 26,8 bilhões em 14 anos.


Confira o “Estudo de Perdas de Água do Instituto Trata Brasil de 2022 (SNIS 2020): Desafios Para Disponibilidade Hídrica e Avanço da Eficiência do Saneamento Básico no Brasil” na íntegra clicando no link.


Concessionárias particulares: saneamento com inovação e sem desperdício


Além das concessionárias públicas e privadas, existe ainda no Brasil um tipo de empresa de saneamento particular, como a NeoWater, que atende individualmente grandes consumidores de água, suprindo sua demanda com sistemas integrados de captação e tratamento de água e efluentes.


As concessionárias de saneamento particulares funcionam mais ou menos como as privadas, mas em escala menor, com foco em um atendimento sob demanda - como, por exemplo, o modelo de negócios WAAS (“Water as a Service”, em inglês).


Esse serviço personalizado permite que a demanda por abastecimento de água de uma empresa ou indústria seja suprido totalmente in site, com muito mais eficiência e sem perda na distribuição, ou seja, sem desperdício.


Além da otimização, é possível utilizar também diversas tecnologias sustentáveis como parte do sistema de abastecimento, como monitoramento via IoT e reuso de água, com ganhos significativos em produtividade, vida útil e qualidade. Conheça todas as vantagens do WAAS aqui.

Quer saber mais sobre o modelo? Fale conosco! Será um prazer ajudá-lo a ter água com autossuficiência e qualidade em sua empresa.

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