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  • Élida Drongek

Por que sua empresa não deve depender de uma concessionária de água e esgoto

Atualizado: Abr 8

Depender de concessionárias públicas e privadas para o abastecimento e tratamento da água possui desvantagens que vão desde a qualidade do serviço até o preço. Conheça alternativas e saiba por que você deve investir numa solução própria

Atualmente, é o governo municipal que cuida do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto na maior parte do Brasil – esse é o caso em cerca de 70% das cidades.


Infelizmente, o acesso a esses serviços ainda é limitado e, os investimentos são inferiores ao necessário para conseguirmos alcançar a tão almejada universalização dos serviços de saneamento.


Além da gestão pública desses serviços básicos, algumas cidades possuem gestão associada entre a iniciativa pública e privada ou somente privada há mais de 20 anos.


Embora a ampliação crescente da participação de empresas privadas no setor de saneamento traga boas perspectivas para o futuro, depender de concessionárias para o abastecimento de água e tratamento de efluentes pode não ser uma boa ideia para empresas e indústrias.


Tendo em vista que a água é um recurso finito e cada vez mais escasso, grandes consumidores também ficam progressivamente suscetíveis a crises hídricas, racionamentos e impactos negativos com problemas na rede de distribuição.


Uma das maneiras de contornar essas dificuldades é tendo um sistema de abastecimento próprio e autossustentável.


Abaixo, conheça as desvantagens de depender de uma concessionária e as razões pelas quais você deve optar por um sistema personalizado:


Concessionárias públicas: falta de eficiência


De acordo com um levantamento do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2018, metade da população (mais de 100 milhões de pessoas) não tem acesso a um sistema de esgoto, enquanto 16% (quase 35 milhões) não tem acesso a água tratada.


Ao mesmo tempo, em 2019, o país completou três anos consecutivos de redução dos investimentos nesse setor, o mais carente de infraestrutura.


A média investida foi quase metade dos R$ 21,6 bilhões necessários para que o país cumpra a meta do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), que pretende universalizar esses serviços básicos a nível nacional até 2033.

Além disso, segundo uma pesquisa do Instituto Trata Brasil, o sistema de abastecimento perde cerca de 38% da água em vazamentos e ligações clandestinas na rede de distribuição, o que equivale a uma perda de mais de R$ 10 bilhões por ano.


Sem dinheiro para apostar em programas e tecnologias que evitem esse desperdício, o prejuízo (ambiental e financeiro) só fica cada vez maior. Esse é, por exemplo, um dos principais motivos da aprovação do novo marco legal do saneamento em 2020 – aumentar a concorrência aberta com empresas privadas e atrair investidores para a área.


A privatização do setor


De acordo com o levantamento “A importância da concorrência para o setor de saneamento básico” da Confederação Nacional da Indústria (CNI), empresas ligadas ao setor privado são melhores na prestação de serviços de água e esgoto.


Elas registram um índice médio de coleta de esgoto de 72,3%, enquanto a média nacional é de apenas 52,3%. Além disso, desperdiçam menos da metade da média nacional (16%).


Um exemplo positivo a ser mencionado é o município de Limeira, em São Paulo, atendida pela BRK Ambiental. Ele foi o primeiro a receber uma concessão da iniciativa privada no Brasil, em 1995.


Enquanto o nível de desperdício de água em Limeira é equiparável aos melhores sistemas de tratamento do mundo, a BRK continua investindo na redução de perdas.


A eficiência do serviço das concessionárias privadas pode ser superior ao das públicas em vários aspectos, mas seus consumidores enfrentam alguns dos mesmos problemas.


Um deles é a garantia de qualidade da água por toda a rede de distribuição.


A captação de água das concessionárias é, em sua maioria, superficial, ou seja, feita a partir de rios e represas. Esse é o caso principalmente de municípios com população superior a 50.000 habitantes - mais de 80% dessas cidades têm como sua principal fonte de captação as águas superficiais.


Em comparação com a captação de água subterrânea, as águas superficiais correm um risco muito maior de contaminação por atividades humanas.


É claro que a água é tratada em uma estação antes de ser distribuída em larga escala, mas é difícil garantir a mesma qualidade ao longo de toda a extensão da rede.


Entre os fatores que atrapalham a qualidade da água, podemos citar o despejo de esgoto “in natura” nos rios e córregos, bem como a possibilidade de contaminação da rede de água em decorrência de vazamentos nas redes de coleta e afastamento de esgotos, uma vez que essas redes podem ser mal projetadas e antigas.


Além disso, o crescimento descontrolado das cidades e as ocupações e construções na beira de mananciais de abastecimento sem o acompanhamento da infraestrutura necessária para tanto podem fazer com que o tratamento convencional da água seja insuficiente para remover todos os contaminantes.


Por fim, e não menos importante, há a questão da resolução tarifária. Concessionárias públicas e privadas são igualmente sujeitas a agências reguladoras governamentais, que determinam taxas a serem seguidas e reajustadas de acordo com interesses e pressões do Governo.


Isso significa que os consumidores podem sofrer com um aumento de gastos repentino, superior ao da inflação, sem possibilidade de negociação.


5 motivos para ter seu próprio sistema de abastecimento


Além das concessionárias públicas e privadas, existe um tipo de serviço conhecido como WAAS (“Water as a Service”, em inglês) realizado por empresas de saneamento particulares, como a NeoWater.


As concessionárias particulares atendem grandes consumidores de água, suprindo sua demanda com sistemas integrados autossuficientes de captação e tratamento de água e efluentes.


Da mesma forma que concessionárias privadas, elas têm capital para fazer investimentos em tecnologia e infraestrutura e oferecer um serviço acima da média, com a diferença de que o sistema de abastecimento montado é particular e exclusivo.


Isso gera diversos benefícios para as empresas, entre eles:


  1. Possuir uma solução personalizada, ou seja, um sistema de captação e tratamento de água e efluentes ideal para as suas necessidades e, portanto, extremamente eficiente;

  2. Possuir água de captação subterrânea, de maior qualidade e naturalmente protegida;

  3. Possuir estações de tratamento próprias, o que garante a qualidade e segurança do serviço;

  4. Possuir um sistema sustentável, que utiliza captação própria e reduz o desperdício a zero;

  5. Não estar sujeito a racionamentos e reajustes repentinos, além de ter possibilidade de negociação.


Como as empresas de saneamento particulares funcionam?


O sistema é bem parecido com o de concessionárias públicas ou privadas. O cliente, geralmente uma grande empresa ou indústria, paga pela água utilizada e pelo esgoto tratado.


A diferença é que não há desvantagens na eficiência do serviço, nem no valor: o sistema é sempre o mais eficiente possível, com o mínimo de desperdício.


Além disso, tem preço competitivo, sempre abaixo ao valor de mercado.


Um exemplo: na categoria industrial, a Sabesp cobra R$ 21,11 para cada metro cúbico de água para consumos superiores a 50 m³/mês.


Com um uso de 1.000m³, o valor da conta seria de R$ 21.110 de água + R$ 21.110 de esgoto. Em Sumaré, a BRK cobra R$ 12,89/m³ na mesma categoria.


Uma empresa particular faria preço ainda menor, por um serviço exclusivo, personalizado e autossuficiente.


Ao final do contrato, que tem duração variável, o sistema implantado se torna propriedade do cliente. É possível optar pela renovação do contrato, ou pela operação própria.


Gostou da ideia? Entre em contato com a nossa equipe! Através do uso de tecnologias inovadoras e soluções personalizadas, a NeoWater pode desenvolver o melhor e mais barato sistema de saneamento integrado para a sua empresa.


Sobre o autor: Élida Raquel Achete Drongek é engenheira ambiental pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e atua no setor de saneamento há mais de dez anos. Atualmente, é gerente comercial na NeoWater e cursa MBA em liderança e gestão pela European School of Management and Technology (ESMT).



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