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Grupos fazem apelo urgente por preservação das águas na COP26

Atualizado: 17 de nov. de 2021

Segundo o “Sanitation and Water for All”, 90% dos eventos climáticos extremos são relacionados à água, como secas e inundações. Grupos pedem por ações de preservação da água durante a COP26


COP26: grupos falam sobre secas e outros eventos extremos e pedem preservação das águas
COP26: evento adaptou toda a sua estrutura para se tornar mais sustentável. O diesel usado em geradores de energia foi substituído por óleo vegetal hidratado, os participantes são transportados em ônibus elétricos e incentivados a caminhar sempre que possível, o café é servido em xícaras reutilizáveis e a água dos banheiros, apesar do frio, é gelada.

A água tem sido um dos temas mais importantes da 26ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas da ONU (COP26), que acontece entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro deste ano em Glasgow, na Escócia.


Grupos como a Coalização pela Água e Clima e o pavilhão Sanitation and Water for All têm chamado a atenção para eventos extremos relacionados à água, e para a necessidade dos governos de preservarem este recurso natural essencial.


"Estima-se que 90% dos problemas causados pelas mudanças climáticas estejam relacionados à água, levando a secas, inundações e outros eventos climáticos extremos”, afirmou Catarina de Albuquerque, CEO da Sanitation and Water for All, o primeiro pavilhão de água da COP26.



Conheça as principais discussões sobre água na COP26, o papel do Brasil no combate às secas e saiba quais ações já estão sendo realizadas para garantir abastecimento de água:



Abastecimento de água e mudanças climáticas


A Coalizão pela Água e Clima, formada por representantes da sociedade civil, políticos e onze agências da Organização das Nações Unidas (ONU), fez um apelo urgente na COP26 para que as ações climáticas sejam integradas com ações de preservação das águas.


Liderada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), a coalizão argumenta que a crise climática está agravando eventos conectados com os ciclos da água, como secas e inundações.


COP26: escassez de água e seca são temas urgentes
COP26: ministro de Tuvalu discursa dentro d’água para denunciar o aumento do nível do mar causado pelo aquecimento global. Se não for contido, a ilha, que fica no meio do Oceano Pacífico, pode desaparecer.

Por exemplo, nos últimos 19 anos, as secas causaram 29% dos desastres climáticos. Além disso, 3,6 bilhões de pessoas em todo o mundo já sofrem com escassez e enfrentam dificuldade para ter acesso à água pelo menos um mês por ano, número que deve ultrapassar os 5 bilhões até 2050.


De acordo com o grupo Sanitation and Water for All, a COP26 é uma excelente oportunidade para se criar e alinhar políticas climáticas e de água.


Uma das ações imprescindíveis seria aumentar o investimento na produção de dados e informações sobre a disponibilidade atual e futura de abastecimento de água.


Os parceiros da SWA convocaram os governos a melhorar o uso eficiente dos recursos hídricos, a priorizar sua alocação de forma a garantir que grupos marginalizados tenham acesso a água corrente e saneamento e a trabalhar em conjunto com empresas e instituições financeiras internacionais para acelerar o investimento em infraestrutura e serviços hídricos resilientes ao clima.



Brasil: impactos econômicos e sociais da escassez de água


De acordo com um estudo publicado na Carbon Brief, o Brasil é, atualmente, o sexto maior emissor de gases do efeito estufa e o quarto maior emissor histórico de gás carbônico em números absolutos, atrás apenas de EUA, China e Rússia.


Também é um dos países mais cobrados na COP26 por seu papel fundamental em evitar os efeitos catastróficos das mudanças climáticas.


A maioria das emissões brasileiras vem do desmatamento, seguido da poluição energética. Uma das áreas mais desmatadas é a floresta Amazônica, capaz de estocar sozinha quantidades enormes de dióxido de carbono.


Um dos efeitos deste desmatamento é liberar o CO2 guardado na floresta de volta na atmosfera, o que aumenta as temperaturas globais e resulta, entre outras coisas, em mudanças nos padrões das chuvas e nas estações agrícolas, com grande impacto na segurança alimentar, na saúde e no bem-estar de seres humanos.



Em outras palavras, a degradação ameaça diretamente a agricultura brasileira, bem como o abastecimento de alimentos no mundo todo, já que somos um dos maiores produtores internacionais.


"Para deixar mais dramática a situação, o Brasil não tem infraestrutura de irrigação artificial. Só 5% da agricultura tem sistema de irrigação. A agricultura brasileira é clima-dependente. Quando muda o clima, muda o regime de chuvas, você começa a perder em tudo: perde economia, fluxo migratório, áreas agricultáveis", explicou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, para a BBC.



Como garantir o abastecimento de água no futuro?


Algumas ações para preservar as nossas águas e conter o desmatamento já foram anunciadas durante o evento.


Em participação na COP26 na quinta-feira (04/11), o ministro do Desenvolvimento Regional brasileiro Rogério Marinho disse que o país trabalha em programas de tratamento das bacias hidrográficas com o potencial de oferecer água para as gerações futuras.


Segundo Marinho, esse resultado só será possível com investimentos públicos e privados definidos pelo novo Marco Legal do Saneamento.


Por outro lado, oito instituições financeiras e empresas do agronegócio anunciaram um compromisso de US$ 3 bilhões para a produção de soja e gado sem desmatamento na América do Sul, parte da iniciativa “Inovação Financeira para a Amazônia, Cerrado e Chaco” (IFACC).


O objetivo é acelerar o fluxo de capital a fim de permitir que agricultores façam a transição para modelos de negócios mais sustentáveis, como a expansão da produção em pastagens degradadas e aumento da produtividade, por exemplo.


Os primeiros signatários do IFACC são &Green Fund, AGRI3, DuAgro, Grupo Gaia, JGP Asset Management, Syngenta, Sustainable Investment Management e VERT.



Faça sua parte: economia de água para empresas


No que diz respeito ao combate às mudanças climáticas e a construção de um futuro mais verde, ainda há muito caminho pela frente.


Mas todos podemos dar pequenos passos desde já, especialmente empresas e indústrias que são grandes consumidoras de água. Saiba como:


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