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Quanto custa uma ETA compacta e o que é preciso para operá-la?

Atualizado: Ago 23

O preço médio de uma ETA compacta varia enormemente de acordo com o volume tratado e a qualidade desejada da água – é possível gastar de R$ 20 mil a R$ 500 mil, dependendo das tecnologias envolvidas. Conheça três estimativas diferentes


ETA compacta: o preço pode variar muito conforme tecnologia empregada e qualidade desejada da água

A estação de tratamento de água compacta é uma alternativa de tamanho reduzido bastante interessante para empresas e indústrias que têm ou querem ter abastecimento de água próprio.


Mas quanto custa realmente uma ETA compacta? Será que a implementação de uma estação deste tipo é tão fácil quanto parece? E os custos para operá-la e mantê-la, são acessíveis?


Entenda o que compõe o valor de uma ETA compacta e o que é necessário levar em conta para operá-la sem dor de cabeça:


Do que depende o valor de uma ETA compacta?


Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, tratar a água não é uma coisa padronizada.

O custo desse tratamento depende de inúmeros fatores. Os principais são:


  • o volume tratado, ou seja, a quantidade de água em metros cúbicos a ser tratada por dia ou por mês;

  • a qualidade da água que “entra” na estação, ou seja, a água bruta;

  • a qualidade desejada da água que “sai” da estação, ou seja, a água tratada.


Esses fatores, por sua vez, dependem do tamanho da empresa ou indústria, do tipo de água captada, da localidade da ETA e da finalidade do uso dessa água.



Por exemplo, se a água captada vier de um rio ou lago bastante poluído, a água bruta pode exigir diversas etapas de tratamento. Já se ela vier de um poço tubular profundo, como um poço artesiano de 200 metros de profundidade, o tratamento pode ser mais simples.


Mas não necessariamente – dependendo da região e do escopo de uso, a água bruta, mesmo de captação subterrânea, pode ter diversas características indesejadas, como excesso de minerais, presença de ferro ou de magnésio e dureza excessiva, para citar apenas algumas.



Somente uma análise físico-química e bacteriológica dessa água pode afirmar, com segurança, o que é preciso tratar nela e como. Essa análise precisa ser feita regularmente, inclusive, uma vez que essas características podem mudar ao longo do tempo.


No geral, se o objetivo for única e exclusivamente abastecimento humano, a legislação mais importante é aquela que define os padrões de potabilidade da água a nível federal, ou seja, a Portaria GM/MS nº 888, de 4 de maio de 2021, do Ministério da Saúde.


Porém, empresas possuem também outras necessidades além de abastecimento humano. Se a água for utilizada em processos produtivos, por exemplo, a qualidade desejada pode incluir outras exigências.


É o caso das indústrias farmacêutica e alimentícia, para as quais a água precisa seguir parâmetros próprios e legislações especificas.



ETA compacta: preço de implementação


Como vimos, precisar o preço de uma ETA compacta é uma tarefa muito complexa, uma vez que esse valor pode variar muito conforme uma série de fatores.


A título de exemplo, porém, é possível estimar o custo de diferentes ETAs de acordo com alguns parâmetros, levando em conta uma captação subterrânea.


Com base em um volume de 1.000 litros por mês, uma ETA compacta para abastecimento humano em prédios corporativos, escritórios ou shoppings na região de Grande São Paulo pode custar em torno de R$ 20 a 50 mil para fornecer água potável segundo os padrões estabelecidos por lei.


Já no caso do abastecimento de galpões logísticos ou empresas de médio porte no sul de Minas Gerais, cuja água normalmente precisa ser tratada para eliminar a presença de ferro ou manganésio, uma ETA compacta pode custar em torno de R$ 40 a 100 mil, com base em um volume de 2.000 litros por mês.


Agora vamos imaginar que o objetivo da ETA é abastecer uma indústria que utiliza água em processos industriais, como caldeiras e torres de refrigeração. Essa água precisa ser tratada também para a dureza, uma característica que exige tecnologias mais avançadas, como osmose reversa.


Logo, uma ETA compacta para uma indústria de laticínio no interior de São Paulo pode sair em torno de R$ 200 a 500 mil, com base em um volume tratado de 3.000 litros por mês.


Os intervalos de valores são grandes porque, como foi observado anteriormente, o preço final depende da real composição da água bruta e da necessidade de utilizar processos mais complexos no seu tratamento.


De acordo com a quantidade de componentes a serem tratados e com a sofisticação das tecnologias envolvidas, essas estimativas podem se aproximar dos valores maiores ou menores citados.


Custos de operação e manutenção


Quando falamos do preço de uma ETA compacta, não podemos pensar apenas na sua instalação.


O processo de tratamento da água é constante, e pode exigir operação diária ou semanal. Isso, é claro, tem um custo.


Da mesma forma que a implementação, a operação e a manutenção saem mais caras quanto mais complexos forem os procedimentos envolvidos.


No geral, os custos de operação e manutenção giram em torno de:


  • Quadro pessoal, uma vez que toda ETA exige pelo menos um químico responsável (ART), além de um funcionário para operá-la;

  • Reposição de produtos químicos, o que varia conforme as etapas a serem realizadas, de coagulação a desinfecção até procedimentos mais complexos;

  • Depósito específico para armazenamento e manipulação desses produtos químicos;

  • Análises laboratoriais periódicas da água;

  • Manutenção de tanques, aeradores, reatores, motobombas e outros possíveis equipamentos do sistema.


Às vezes, mesmo que o custo de implantação não pareça tão alto, a operação e a manutenção da ETA podem exigir um investimento mensal maior do que o esperado - e isso sem levar em conta imprevistos, como falhas nos equipamentos.


Por exemplo, o gasto energético de ETAs pode ser alto. Quanto mais sofisticada a tecnologia, mais energia é consumida.


Em resumo, quanto custa uma ETA compacta?


Como foi possível perceber, não há resposta simples para essa pergunta, uma vez que a ETA compacta é sempre um projeto personalizado para determinadas captações, volumes e necessidades.


De forma ampla, no entanto, uma ETA compacta com capacidade de 1.000 litros por mês que atenda aos padrões de potabilidade custa a partir de R$ 20 mil, podendo ultrapassar significativamente esse valor em caso de necessidade de tratamentos mais específicos.


E agora, como ter captação e tratamento de água próprios?


Ter captação e tratamento de água próprios podem ser vantagens enormes para empresas e indústrias, mas não são nada simples.


Uma maneira de facilitar a gestão de água na sua empresa é utilizando um modelo de negócios conhecido como WAAS (“Water as a Service”), no qual uma concessionária particular projeta e opera as melhores soluções de captação e tratamento de água para suas necessidades, sem que você precise fazer qualquer investimento. Saiba mais sobre essa modalidade aqui.


Um dos grandes benefícios é que sua empresa não precisa se responsabilizar legalmente ou operacionalmente pela ETA. Embora o sistema seja exclusivamente seu, tudo fica à cargo da concessionária particular.


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