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Estação de tratamento de água: como funciona e quais são as exigências legais

Atualizado: há um dia

Conheça as etapas de funcionamento de uma ETA e saiba quais são as normas e parâmetros exigidos por lei para ter um sistema de tratamento de água adequado


Estação de tratamento de água compacta

A estação de tratamento de água (ETA) é o local onde a água captada de uma fonte superficial ou subterrânea é tratada e purificada para se tornar potável, ou seja, própria para o consumo humano.


Como funciona uma estação de tratamento de água?


Não importa se a água vem de um rio, lago ou poço artesiano - antes de ser distribuída para qualquer torneira, pia, chuveiro ou bebedouro, ela precisa passar por uma estação de tratamento para se adequar aos padrões de potabilidade exigidos por lei e ser considerada segura.


Para isso, uma série de parâmetros precisam ser seguidos.


Não basta que a água tenha aspecto limpo e não possua gosto ou cheiro; esse é na verdade um aspecto estético do tratamento do seu tratamento.


O aspecto higiênico é o mais importante: é preciso que a água esteja também livre de vírus, bactérias e qualquer microrganismo patogênico invisível que possa causar doenças.


Vale lembrar que o tratamento da água leva em conta fatores econômicos também, como redução de corrosividade através de um pH neutro.


Padrões de potabilidade


Água potável é aquela que atende aos padrões de potabilidade exigidos por lei, especialmente o Anexo XX da Portaria de Consolidação Nº5 do Ministério da Saúde.


Quando a água é potável, significa que é tratada e adequada para o consumo humano, ou seja, que não causa nenhum risco à saúde e é agradável, com as concentrações de cada um dos parâmetros dentro dos Valores Máximos Permitidos (VMP).


Vale observar que qualquer água que entre em contato com o corpo humano, com animais ou alimentos, mesmo que não ingerida, precisa ser potável - como a água da torneira da cozinha ou do chuveiro.


Parâmetros


A potabilidade é determinada por parâmetros físicos, químicos e biológicos, como cor, odor, sabor, turbidez, pH e outros.


Por exemplo, o pH recomendado para consumo humano é de 6 a 9,5. O pH 7 é neutro; abaixo disso é ácido, acima disso é básico. Se for exageradamente ácido ou básico, pode ser ruim para a saúde.


É importante destacar que, enquanto a água captada de fontes superficiais como rios e represas costuma exigir mais tratamento do que a água captada de fontes subterrâneas, como poços artesianos, toda água precisa ser tratada para se adequar à norma, com a adição de cloro, por exemplo.



Uma vez que o cloro é capaz de matar vírus e bactérias sem alterar o sabor da água (nas quantidades corretas), é comumente usado para aumentar a segurança da água tratada.


Em cumprimento à lei, é necessário que o responsável pela ETA – um profissional especializado com registro - assegure que a água fornecida em toda a sua rede de distribuição contenha um teor mínimo de cloro residual livre de 0,2 mg/L.


Etapas do tratamento da água em uma ETA


Dentro de uma ETA, a água captada pode passar por diversas etapas e processos, sejam eles biológicos, físicos e químicos, a fim de adquirir as propriedades necessárias para a potabilidade e a distribuição segura.


Enquanto as etapas mencionadas abaixo são comuns, é importante destacar que nem sempre todas ocorrerão.


A necessidade dessas fases - e de etapas adicionais, inclusive – é definida a partir de uma análise físico-química da água captada e dos usos posteriores que a água tratada terá.


Esse é o primeiro passo para o tratamento adequado - somente a análise irá revelar as características exatas da água, o que precisa ser tratado nela e como.


A legislação também dita que análises periódicas da água precisam ser realizadas – a frequência exata dependerá do tipo de negócio abastecido pela água, e da finalidade do seu uso.

Gradeamento e desarenador


A primeira etapa do tratamento de águas superficiais é uma grade que visa a retenção de resíduos grandes que possam estar nas águas dos rios e causar problemas nas etapas seguintes. Em seguida, a água passa por um desarenador (um canal especial longo e de pequena profundidade) que consegue remover sólidos grosseiros por decantação.


Pré-cloração e pré-alcalinização


Logo após o desarenador, cloro é adicionado na água para oxidar materiais orgânicos e metais, facilitando a sua retirada. Em seguida, cal ou soda são aplicados, a fim de ajustar o pH aos valores necessários para as próximas fases.


Coagulação


Nesta etapa, sulfato de alumínio, cloreto férrico ou outro coagulante é adicionado à água, que é então agitada. O objetivo é que as partículas suspensas de pequeno porte se aglomerem e formem flocos, tornando sua remoção mais fácil na decantação.


Floculação


Após a coagulação, as impurezas da água devem ter formado flocos. A floculação é uma etapa de agitação mecânica da água para que esses flocos pequenos se choquem e formem flocos ainda maiores. Estes passam pela calha coleta do floculador e, por gravidade, chegam ao decantador.


Decantação


Como o nome sugere, o objetivo desta etapa é decantar os flocos formados na floculação, ou seja, separar a água da sujeira por ação da gravidade e com a ajuda de aletas, que só permitem que a água passe pela parte superior do tanque, enquanto os flocos descem para o fundo do decantador. A água limpa segue para a filtração, enquanto o material sólido é bombeado ou retirado manualmente, e desidratado para depois ser encaminhado para um aterro apropriado.


Filtração


Para filtrar quaisquer sujeiras que possam ter permanecido na água após a decantação, ela deve passar por tanques com filtros formados de materiais diversos, como pedra, areia ou carvão.


Pós-alcalinização


Da mesma forma que a pré-alcalinização, a pós-alcalinização serve para ajustar o pH da água, caso necessário. Essa é a correção final.


Desinfecção


A última etapa do tratamento da água costuma ser a adição de cloro. Conforme explicado, o cloro é a substância que garante que a água fique isenta de bactérias e vírus. Em algumas ETAs, flúor também é adicionado para ajudar a prevenir cáries na população abastecida.


Armazenamento


Após o tratamento, a água é geralmente encaminhada para reservatórios, onde pode ser armazenada e distribuída conforme necessidade.

Como funciona uma ETA? Fonte: Tega Engenharia


Estação de tratamento de água in site: vale a pena?


Se você possui captação de água própria, precisa ter uma ETA para distribuir água tratada e potável por sua rede, conforme diz a lei.


Ao fazer uma busca rápida pela internet, temos a impressão equivocada de que isso é bastante simples.



Não é bem assim – conforme vimos, a instalação de um sistema de tratamento de água exige diversos cuidados, adequação a normas técnicas e à legislação vigente, bem como uma operação responsável que atenda a sua real necessidade de tratamento.


O ideal é escolher uma boa empresa especializada para auxiliá-lo no tratamento da água do começo ao fim, ou seja, da instalação correta da ETA até sua operação, incluindo a parte legislativa e a manutenção.



Gostaria de ter abastecimento de água próprio e uma ETA de qualidade, sem se preocupar com nada? Entre em contato conosco! Nossa equipe de especialistas está pronta para te ajudar!


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